Esse mês saiu o posicionamento da ABRAN a respeito da prescrição de óleo de coco. Então, vamos a alguns pontos importantes!
1- Aumenta risco cardiovascular? Veja bem, gordura saturada pode sim aumentar os níveis de colesterol total, o que NÃO SIGNIFICA aumento de risco cardiovascular (assunto extenso, fica para o próximo post). O colesterol mais alto, por si só, não prediz risco cardiovascular. Ponto.
2- Efeito no emagrecimento? A gordura do coco (principalmente TCM) é mais fácil de ser metabolizada, o que pode ser benéfico no sentido de ser usada como fonte de energia. Além disso, o teor de antioxidantes (presentes no óleo extra virgem) podem auxiliar no funcionamento do organismo e contribuir para o processo de emagrecimento, PRINCIPALMENTE quando se faz a substituição de óleos refinados e inflamatórios pelo óleo de coco extra virgem. Mas, como sempre falei, suplementar óleo de coco para esse fim não procede, a ideia é substituir uma gordura ruim por uma melhor. Isso não significa que você precise suplementar, aumentar a quantidade. Tomar óleo de coco, por si só, não emagrece mesmo.
3- Outros efeitos na saúde? Bem, consumir gordura saturada (do coco), de uma forma geral, não traz prejuízos ao corpo. Já óleos refinados, fontes de W6 e gordura trans, estes sim são prejudiciais, em excesso. Usar óleos insaturados para cozinhar pode ainda produzir componentes tóxicos; já a gordura saturada (coco) é mais estável a variações de temperatura. Portanto, logicamente, substituir um pelo outro pode ser benéfico. Isso NÃO SIGNIFICA dizer que o óleo de coco é milagroso, é apenas uma opção melhor!
Portanto, fica a dica: bom senso sempre! Pode usar óleo de coco, claro, mas com moderação, e em equilíbrio com o restante da alimentação.